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Viu, é verdade que mundo moderno está repleto de caos e desafios, surpresas boas e ruins, dores e alegrias.

Também é verdade que, muitas vezes, não vemos a dificuldade da vida devido ao fato que aquela luta física pela sobrevivência, como era a vida dos nossos antepassados, não existe mais - V não vê mais alguém fugindo de um tigre pra não virar a comida do bicho...

Quando olhamos para o mundo ao nosso redor, percebemos que a vida moderna nos proporcionou conveniências e muito conforto. Supermercados, shoppings, restaurantes, farmácias: de um certo modo, ficou muito mais fácil sobreviver. Estas conveniências modernas, embora divertidas, podem nos levar a viver em um estado de conforto e relaxamento.

E quando isso acontece, desistimos da ideia de que há batalhas a serem travadas e que todo o sucesso - vitórias pessoais que fazem sentido - tem um preço que poucos estão dispostos a pagar.

#centrifugueme

Viu maninh@, no final, para muitas coisas, realmente não importa o que V está sentindo ou pensando. No final, importa: quais os resultados? Quais são os números? Quanto dinheiro está fazendo? Quão rápido V pode correr aquele sprint? Que notas V está tirando? Quantas vendas fez? Quantas páginas leu? Quantas escreveu? Quantos jogos sua equipe ganhou? V tem votos suficientes para ganhar?

Transformamos boa parte da vida em números - que mal há nisso? - e V precisa olhar os resultados e compará-los com metas. Depois, simples, deve fazer a pergunta: estou na direção certa? estou obtendo os resultados que preciso?

Sim? Legal tigrão! Pé na tábua! V está fazendo as coisas certas!

Caso contrário... ó, escuta aqui, não é melhor descobrir o que precisa mudar das coisas que está fazendo? Isso não é tão complicado, visse? Mas, caray... algumas pessoas não se esforçam para descobrir.

Foco é necessário. Ação é necessária. Motivação é necessária. Compromissos. Disciplina. No entanto, tudo isso não é suficiente. Resultado é o que conta.

Não duvido que V está obtendo resultados. A questão é: são os resultados que V precisa? A resposta não é: "well ..." ou "acho que..." ou "se pudesse...".

Tigrão, a resposta é "sim" ou "não". Mais simples do que isso, impossível.

O livro 'Elon Musk: Tesla, SpaceX and the quest for a fantastic future' conta um episódio interessante (bem que tudo na vida desse sujeito é pra lá de interessante): em 2014 o fundador da Tesla demitiu sua assistente executiva após trabalhar com ela por uma década. Nada excepcional...

But... that's what happened: Mary Brown pediu aumento de salário depois de ter trabalhado com ele por esse tempo. Em resposta, Musk disse a Brown para tirar duas semanas de folga - durante este período ele próprio daria conta da sua agenda e confirmaria se ela era fundamental para os resultados dele, o que justificaria o aumento de salário. Ou não.

Quando Brown voltou, Musk disse que não precisava mais dela. Para compensar, ofereceu a Brown outra posição mas ela nunca voltou à empresa depois disso...

Este exemplo é radical ao mesmo tempo um aviso sério - não se trata do 'pedir ou não aumento', 'aceitar ou não outra posição' mas responder a pergunta:

Qual o valor da sua presença?

Perguntinha danada, né não?

Esse post é completamente diferente de tudo que já publiquei - confie em mim, vai dar novo sentido para algo que V já sabe e que também vai acontecer com V de algum modo, não importando o lado do balcão que V estará. Siga as instruções ao pé da letra - depois comente se mensagem fez sentido pra V.

Mischa Maisky é violoncelista clássico premiadíssimo, aplaudido de pé no mundo inteiro. Hoje V vai ouvi-lo tocando a mesma música duas vezes. Suíte para Cello n˚1, de Bach. Privilégio, viu...

O 1˚vídeo está aqui > https://goo.gl/wGB5AX e o 2˚vídeo (com a mesma música, importante que lembre disso!) está aqui > https://goo.gl/c7UsQg

NÃO CONTINUE LENDO O POST - veja agora os vídeos senão não vai entender a mensagem.

Dica: AUMENTE o volume! V vai gostar!

Mensagem:

E há quem - recrutador, RH, empresa - simplesmente descarta quem tem fios de cabelo branco. Qual tese? Em busca do quê? Tente me convencer que a genialidade de Mischa não é fruto da sua senioridade. O que V sentiu ao vê-lo tocar a mesma música no segundo vídeo? Percebeu? Cabelos brancos...

Tente me convencer que um recém formado consegue superar o tanto de experiência, de sabedoria e ... de serenidade de quem já tem muita vida vivida e que ainda manterá o vigor e energia por muitos anos.

Tente... mas acho que V não consegue...

Não, empresa algum tem compromisso contigo, nunca teve e nunca terá. O discurso é bem intencionado... mas é ordinário. É 'parte do contrato', V sabe. Coisas tipo "aqui somos uma família, blá-blá-blá". Mas que espécie de família demite seus... filhos? 14 milhões de filhos foram expulsos de casa, caray. Além disso, algo mais que uma crise está destruindo empregos e dá pra entender o que é:

Seguinte: sem exceção, todo emprego que V não consegue adicionar 'valor de entrega' ao resultado do seu trabalho, este emprego 'commodity' já era. Vai virar um app, braço robótico ou interface de inteligência artificial. Cabô-se! Tem saída?

Não se apavore, nego. Tem saída mas V precisa aprender coisas que, provavelmente, não conhece nem viu na faculdade. Siga uma pista:

Esqueça a baboseira sobre 'encontre sua paixão', 'somos uma família feliz' e u caray. Essas armadilhas só servem pra vender livros e fantasias de auto-ajuda. Seu novo trabalho tem que ser algo onde V consegue adicionar 'valor de entrega' - seja pela sua inteligência, sua interpretação, investigação ou capacidade de fazer interconexões. Complicado?

Não é... mas o espaço aqui é não serve. Esta semana vamos explicar um pouco mais. Até lá, faz uma pergunta no facebook.com/centrifugueme que a gente responde na Centrífuga!