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Uma centrífuga especial porque recebemos um convidado de peso: Alexandre Freire, CEO da Strategy Negócios e Investimentos e Diretor Executivo da CASP Financial & Investments.

Como líder em grandes projetos - inclusive internacionais -, Alexandre aceitou o convite para o primeiro episódio do Centrífuga Convida. Falamos de temas como Treinamento, Liderança, Cultura Corporativa e outros. Confere aí!

A Centrífuga Convida: Alexandre Freire também está no formato podcast:

Vinte anos atrás, você perguntava o que uma pessoa fazia e a resposta era “Trabalho na IBM” – ou na Gessy, Esso, Banco Real. Hoje a mesma pergunta traz respostas como “sou engenheiro (ou empreendedor),” ou “trabalho com redes sociais” ou algo assim.

Se não há mais a identificação com a empresa – até porque três delas se foram e a outra mudou completamente – é porque o elo desapareceu.

O emprego não está acabando. Ele está mudando de lugar, de nome, de definição, de finalidade. Ele não é mais o que te sustenta, apenas, mas também o que dá satisfação, motivação, identidade. Não faz mais sentido atrelar isso a uma empresa.

Quando alguém fala de emprego, não está falando de uma relação entre trabalhador e empresa, mas de uma ligação cujo único resquício é uma lei, um papel – que também caminha a passos largos para a extinção.

Muitos culpam a tecnologia, mas ela não rouba vagas, porque também cria outras novas. Quanta gente trabalha com redes sociais, hoje, com programação? Muitas empresas têm mais funcionários de TI em marketing do que cuidando de sistemas corporativos. Talvez mais do que os datilógrafos de ontem.

O trabalho, mesmo, não desaparece. Ele muda de lugar. Se você acha que os empregos estão acabando, é porque está procurando nos lugares errados.

"A vida é o que acontece enquanto a gente faz planos."

Além de implacável, a vida é inescapável. Não dá pra fugir do aqui e agora, mesmo que você acredite no contrário, se sinta seguro, invulnerável e alguém garanta que não há o que temer.

Na festa de fim de ano de uma empresa em que trabalhei, o discurso do presidente dizia que eu era essencial. Três dias depois fui demitido. Na véspera do Natal.

Taleb disse que os três vícios mais nocivos são heroína, carboidratos e um salário mensal. Você vicia rápido e dá tudo o que tem para sustentar a dependência: seus valores, sua ética, sua família, sua saúde, sua vida.

Não acho errado ser assalariado, claro que não! Errado é fechar os olhos e esquecer o resto, ignorar o que acontece lá fora e acreditar que isso é eterno.

Primeiro que você não é insubstituível - isso é papinho de autoajuda. Dizem que nunca haverá outro Garrincha, outro Mozart. Mas ganhamos outras três Copas. E tivemos Beethoven, Wagner, Chopin e Tchaikovsky. O mundo não para.

Segundo, cabe a você se proteger, ter opções e criar alternativas. Ninguém vai fazer isso por você. Ninguém vai cuidar do seu networking, melhorar seu currículo, aprender idiomas para você nem te ensinar a ganhar dinheiro.

Acorda enquanto ainda dá tempo. Chacoalha. Liquidifica. Centrifuga!