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Imagina que você foi fazer uma entrevista de emprego numa grande empresa e, ao passar pela recepção, vê uma pessoa em um terno impecável, varrendo o chão com aquele belíssimo esfregão amarelo e um balde com desinfetante.

Curioso, você pergunta ao entrevistador quem é aquela pessoa.

– É o nosso CEO, responde. Ele acredita que liderar é pôr a mão na massa.

Se você continua achando que trabalhar nesta empresa é uma boa ideia, é bom você repensar quais são os valores ilustrados pela cena.

Primeiro, não cabe ao líder fazer o que os outros fazem. Não é para isto que ele ocupa o cargo. A empresa precisa de alguém que aponte o caminho, que tome decisões e que, de certa forma, inspire seus liderados. Apontar o caminho e tomar decisões é que deve servir como inspiração. Mas enquanto o presidente está varrendo o chão, caminhos estão sendo negligenciados e decisões adiadas.

Segundo, a sensação de justiça retratada nada mais é do que um revanchismo contra alguém que ocupa uma posição superior à sua. Ele não está valorizando o seu trabalho fazendo-o do seu lado. Há formas melhores de fazer isto, sem apelar para demagogia rasteira. Este tipo de atitude só fica bem em um pôster motivacional.

Desses bem bobinhos que motivam funcionários idem.

A Centrífuga 'O líder servidor' também está no formato podcast:

A cada 5 segundos uma vaga de emprego desaparece no país. Conhecido como “quarta revolução industrial”, o processo de desenvolvimento da inteligência artificial e da robótica deve eliminar milhões de empregos nos próximos anos nas maiores economias mundiais, segundo o Fórum Econômico Mundial.

A Centrífuga dessa semana debate as causas desse fenômeno e como você pode evitar ser a próxima vítima.

A Centrífuga 'Seu emprego acabou?' também está no formato podcast: