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Você pode nunca ter pensado nisso. Mas as palavras que usamos todos os dias moldam nossas realidades. Apenas o uso de uma palavra correta ou incorreta pode significar conquistar algo que você deseja ou não. E como você pode se beneficiar disso?

Nossas escolhas de palavras causam uma impressão poderosa sobre as pessoas com quem conversamos. Seja na fila do banco, na entrevista de emprego ou durante uma reunião formal com seus clientes.

No livro “Como conversar com qualquer pessoa”, Leil Lowndes mostra que diferentes situações e diferentes pessoas exigem diferentes vocabulários e tonalidades. Se ainda não leu, recomendo fortemente.

Entretanto, existem algumas palavras que mantêm o poder, independentemente do contexto. Então, da próxima vez que você realmente quiser algo - seja um aumento de salário, uma vaga de emprego ou até um favor pessoal - aqui estão 10 palavras que podem ajudá-lo:

Porque

Para mim, essa é a mais importante de todas, pois mostra uma justificativa para suas ações. Essa palavra explica as motivações para cada elemento do seu pedido. No livro “As Armas da Persuasão”, Robert Cialdini prova que a combinação "pedido + motivo" aumenta significativamente a probabilidade de seu pedido ser atendido. Basta pensar: você faria algo para uma pessoa (especialmente se você não a conhecer) se ela não desse uma mínima razão que justifique o que ela queira? Pois é, assim como você não faz, os outros também não farão por você. Portanto, acrescente justificativas no que você fala. Tenha um propósito para tudo que você deseja. Você verá que isso não só aumentará sua chance de sucesso, como também te fará refletir na real necessidade de muitas coisas inúteis que você realiza.

Farei

É a palavra que usamos para mudar para o tempo futuro, e é poderosa porque implica o que acontece depois que a conversa acabou com um certo grau de certeza. Declarar que você "fará" algo como uma ação direta demonstra confiança e proporciona uma visão clara, além de mitigar a possibilidade de falta de comunicação. Você mostrará que não é uma pessoa de palavras, mas de ações.

Você

Ao fazer um pedido, a tendência é que as pessoas falam somente sobre si mesmas. Elas vão dizer coisas como "eu quero isso porque preciso disso", explicando suas motivações pessoais ou os motivos lógicos por que elas querem. Em vez disso, que tal tenta enquadrar a conversa na perspectiva da pessoa com quem você está falando. Como que seu pedido irá agregar valor ou afetar o outro interlocutor? Uma técnica simples aqui é mostrar para a pessoa o que ela pode ganhar fazendo o que você quer. Por exemplo, "Eu acho que você verá um aumento nas vendas se implementar isso". Esse tipo de frase coloca o ouvinte no centro da conversa, o que gera um compromisso mais positivo.

Nós

Essa é uma extensão da palavra acima. Assim como "você", "nós" tira parte do foco do seu interesse próprio e passa a gerar um engajamento coletivo. Inicialmente, isso faz com que você pareça menos centrado no ego e seja mais acolhedor. Além disso, também implica que vocês dois são uma única unidade e que qualquer benefício positivo para você será um benefício positivo para o outro.

Juntos

"Juntos" funciona da mesma forma que "nós". Ela implica um grau de familiaridade e cooperação, fornecendo um tipo de lubrificante conversacional para tornar seus pedidos mais fáceis de engolir. Lembre-se sempre que o ser humano é um animal sociável. Eles sempre vão estar mais aptos a realizarem coisas para os que forem de seus “grupos” ou “comunidades”. É sempre bom adotar atitudes que façam seu pedido (e seus eventuais resultados) parecer uma oportunidade mútua.

Se

Essa palavra tem um enorme poder porque gera condições. É tão útil que praticamente todos os códigos de programação de computador usam condições “se... então”. No nível pessoal, ela lhe dá a oportunidade de quebrar uma situação até seus termos mais básicos ao explorar resultados hipotéticos. Explorando bem isso, você pode mostrar o que acontecerá caso a pessoa não faça o que você deseja. Por exemplo: "Se escolhermos a opção A, teremos aumentos de receita e produtividade, porém se escolhermos a opção B, tudo permanecerá o mesmo".

Poderia

Se você começar uma conversa de forma negativa, inseguro se algo é mesmo possível, pode ter certeza que a probabilidade das coisas não darem certo são altíssimas. Usar a palavra "pode" implica um mínimo de confiança, ao contrário de "não irá" ou "nunca". Exemplo: “Caso você faça isso, poderia gerar um bom benefício para a empresa”

Esse tipo de palavra mantém a conversa positiva, além de permitir que você explore seus resultados futuros hipotéticos. Nesse caso, é especialmente útil quando o interlocutor tem um contra-argumento. Por exemplo, "eu poderia realizar o trabalho extra, mas seria melhor se houvesse mais flexibilidade no prazo".

Mantenha rotas de fugas abertas para, caso você não consiga obter os resultados desejados com suas ações, você tenha uma justificativa por não cumprir sua promessa.

Fato

Sempre que você mostrar algum fato que justifique o que quer, você estará aumentando significativamente suas chances de persuasão. Tenha isso em mente: contra fatos não existem argumentos. Há apenas uma ressalva: os fatos precisam ser sempre reais, embasados em evidências empíricas ou pesquisas de algum tipo. A partir do momento que sua palavra não é mais confiável, desista de conseguir as coisas. Usar mais fatos em seu diálogo irá ajudá-lo a fortalecer sua posição e garantir um ângulo mais persuasivo para sua discussão.

Abrir

Nem sempre você concordará com tudo o que a outra pessoa lhe disser. Portanto você não realizará todas as solicitações feitas. Mas fechar pedidos com um "não" ou um "nunca" é negativo e contraproducente. Em vez disso, indique que você está "aberto" à ideia, mas uma negociação adicional será necessária antes de você concordar plenamente.

Obrigado

Agradecer é tão simples e não custa nada. Por que não usar mais o “obrigado”? Comece agora mesmo! Um simples agradecimento é uma expressão imediata, e se você começar uma conversa com isso, estará indo por um bom caminho. Você mostrará que realmente se importa com o tempo dispensado pela outra pessoa, o que a tornará mais propensa e interessada em ajudá-lo. Um simples "obrigado pelo seu tempo" no início ou final de uma reunião é perfeito estabelecer esse tom positivo. E lembre-se: se alguém te conceder uma gentileza e você não agradecer, suas chances dessa mesma pessoa te ajudar no futuro reduzem drasticamente.


Essas dez palavras não são mágicas, nem controlam as ações dos ouvintes. Mas usadas no contexto apropriado, elas podem ajudá-lo a abrir portas para mais negociações e maior sucesso no que deseja. Você se mostrará aberto, inteligente e persuasivo, o que significa que terá uma vantagem enorme quando fizer seu pedido.

O Renascimento italiano dos séculos XV e XVI irrompeu como janela estufada por forte vento e a luz e forma invadiram a sala escura e fria do homem medieval. Qualquer obra deste período, arte ou literatura, é prova imortal do belo e perfeito enebriantes. Por entre Dante, Leonardo, Maquiavel, Rafael e Erasmo, um passo a frente e um ponto acima está Michelangelo, arquiteto e artista do sublime, pintor e pai da Capela Sistina, escultor e pai de Davi. Sua arte transcende a pedra a tal ponto que a lenda conta que terminando seu 'Moisés' e de pé diante da estátua, falou admirado 'Perchè non parli?' - 'Porque não falas?'

Poucas coisas a fazer no cotidiano, para nós que não somos Michelangelos, tem estatura desta arte que nos extasia. São reduzidas chances que temos de produzir arte sublime alguma vez na vida - com exceção dos filhos e, há quem diga, da vida conjugal. O mundo é chão suficiente para nos envolver com tarefas necessárias e terrenas: trabalhar, abrir empresas e empregos, pagar contas e salários e assim prosseguir caminhando em direção ao futuro. Tudo isto é importante, ninguém duvida, mas para muitos escapa que esta é a nossa versão moderna de uma arte, a arte de viver. “Lieben und arbeiten” ou "Amar e trabalhar", bem disse Freud que são as coisas que mais importam para o ser humano. Neste curto insight, o "Amar" fica aqui e vamos prosseguir só com o "Trabalhar".

À Michelangelo se atribui autoria desta frase:

"Lembra-te que insignificâncias causam a perfeição e a perfeição não é uma insignificância."

Podemos vê-lo trabalhando, perfeccionista, investindo esforço nos detalhes, nos menores e minúsculos, com férrea disciplina.

O "trabalhar", que alcançou estatuto de preencher os dias de todos nós, pode ser feito com parte do empenho possível, com um pedaço do compromisso possível, com uma fração da perfeição possível, com um resto da energia possível? Se assim é feito, com negligência branda e diluída que não compromete o resultado final, quem respeitará nosso trabalho e esforço? ...ilusão, pois ninguém fica de pé diante da estátua mal-feita, do trabalho mal-feito e ordinário e estes não duram até a próxima estação. Deve ser bem feito o trabalho que precisa ser feito.

Você poderá ser respeitado pelo esforço à busca do trabalho perfeito, mesmo que não o alcance, ao contrário da displicência e desatenção. Pode ser que não haja consagração, pode ser que não alcance perfeição - ainda assim, o esforço deixará marcas nos detalhes, nas atitudes, no conhecimento, nos gestos. E se não é isto que leva àquela sabedoria prática, esta sabedoria do fazer e do realizar, então, o que leva? Está enganado quem busca atalhos e caminhos e economias.

Há quem troque de trabalho e invés de padaria, abre loja de ferragens, invés do trabalho de balcão, prefere trabalho de escritório, invés de caneta e papel, prefere teclado. Mas fica de pé o compromisso de fazer o trabalho, qualquer trabalho, bem feito, fica de pé o compromisso com a perfeição das insignificâncias. E se Freud está certo - provavelmente está -, negligenciar o trabalho é viver pela metade. Aquele que é indiferente ao resultado do seu trabalho vive pela metade. Indigno.

A perfeição não é uma insignificância.

“Minha intuição falhou comigo, então não confiarei nela de novo”. A maioria das decisões é tomada sem notar, portanto, você deve confiar na sua intuição?

Trouxemos este assunto para debater na Centrífuga:

A 'Centrifuga Debate - Você confia na sua intuição?  também está em formato podcast:

A teoria do ócio criativo diz que a sociedade precisa se libertar dos conceitos tradicionais de trabalho e diversão para vivenciar e privilegiar necessidades pessoais como amizade, interação, convivência e autoconhecimento. A essência da teoria do ócio criativo é o equilíbrio entre trabalho, estudo e tempo livre.

Será que a teoria cumpre o que promete? Será que a teoria é compatível com nossa realidade?

A Centrífuga Debate - Existe ócio criativo?' também está no formato podcast:

Ó, quantas vezes V se propôs a mudar as coisas... pra perder a vontade logo no primeiro tropeço? E aqueles objetivos bacanas pracaray que V se comprometeu... e depois simplesmente esqueceu? Quantas vezes V começou a correr... pra logo ficar desestimulado com as opiniões dos outros? Quantas vezes... resultados deram lugar a desculpas?

Qualquer um já fez algo assim - eu também

Mas ó, neste exato momento, enquanto lê estas palavras, existe uma conexão, uma linha direta com seu futuro. Lá na frente, em algum momento, V vai lembrar: 'um dia eu li sobre quantas vezes quis mudar as coisas e perdia a vontade.'

Para os resultados não darem lugar a desculpas, V precisa viver a vontade de mudar as coisas com paixão, propósito e compromisso por um único momento e depois viver a vontade de mudar as coisas com paixão, propósito e compromisso pelo próximo momento e depois pelo próximo momento e pelo próximo momento e próximo momento...

V não está preso nas garras das desculpas. Desafios são reais e alguns bem difíceis mas eles não resistem ao poder do esforço contínuo e disciplinado.

Um momento por vez,
Um momento após o outro,
Um momento e mais um

E assim V encontra o caminho para o seu futuro.
V só precisa de um momento qualquer para começar.

Que tal este?