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O empreendedorismo é muitas vezes visto exclusivamente pelo prisma das histórias de sucesso. Pessoas se fascinam com o potencial de poder montar seus horários, trabalhar de onde você estiver e não ter que responder a um chefe. Entretanto, existe o outro lado da moeda. E isso você não costuma ouvir em livros e palestras do gênero: a solidão.

Há uma razão simples para ninguém falar sobre o assunto: as pessoas só compram aquilo que elas querem ouvir. E, de forma geral, seres humanos não gostam de ouvir a realidade, eles preferem ouvir promessas intangíveis.

Com isso, acabam proliferando os ditos “empreendedores de palco”, que só apontam o lado bom do empreendedorismo, e vivem anunciando que você irá realizar seus sonhos facilmente e será feliz eternamente.

Já o lado ruim nunca está presente em seus discursos.

O maior desserviço ao empreendedorismo é falar apenas das vitórias, como se derrotas não existissem também. E o pior: as derrotas são muito mais comuns que as vitórias.

Essa falsa ilusão passada pelos “gurus” do empreendedorismo acaba levando muitas pessoas para as cadeiras de psicanálise, após elas entrarem em contato com a realidade.

A realidade é que a grande maioria dos empreendedores acaba sofrendo de solidão. Não uma solidão por não ter pessoas ao seu redor, mas uma solidão por não ter com quem conversar honestamente sobre suas experiências e preocupações. Especialmente em uma sociedade onde o convencional é ser trabalhador CLT e onde o empreendedorismo ainda é muito visto como aposta.

É muito difícil para quem está de fora entender a cabeça de um empreendedor. Enquanto seus amigos estão passando o fim-de-semana na praia, você está trabalhando e se dedicando à sua empresa. Ou, no mínimo, está com a cabeça nos seus negócios. E eles simplesmente não conseguem entender a razão.

Muitas vezes as próprias relações familiares também ficam estremecidas. Quando não são pais que totalmente desacreditam nos sonhos inovadores dos filhos empreendedores, são parceiros e filhos, que acabam ficando de lado às vezes.

Espaços coworking podem até ser uma alternativa para mitigar o problema. Lá você acaba conhecendo outras pessoas com a mesma mentalidade que a sua. Porém, não são todos os lugares que possuem esses espaços e, se você está em um estágio inicial da sua empresa, o aluguel pode ser impraticável.

Empreendedores estão constantemente sofrendo dificuldades mentais e emocionais diariamente. Dúvidas sobre o futuro e o risco de tudo dar errado a qualquer momento são o lado negro do empreendedorismo.

Além disso, pode ser complicado ser vulnerável na frente dos seus amigos, já que você precisa mostrar uma atitude confiante. E, para muitos empreendedores, o seu próprio nome é a sua marca, portanto qualquer sinal de fraqueza pode prejudicar sua imagem.

Durante muito tempo me perguntei como eu poderia ajudar empreendedores que compartilham esse sentimento de solidão. E mais: como todos podemos nos fortalecer mutualmente de maneira colaborativa?

Todos os dias eu recebo mensagens de pessoas com ideias de negócio querendo minha opinião ou querendo que eu apresente alguém para ajudá-las com suas empresas. E isso acabou me dando uma ideia que estou botando em prática nas próximas semanas.

Meu plano é facilitar conexões entre as pessoas e, com isso, fomentar o surgimento de novos empreendimentos e oportunidades. Imagine o potencial que isso pode gerar!

Você precisa de um designer para sua empresa, um sócio para uma startup, um contador, arquiteto ou até um advogado? Qualquer tipo de parceria que seja! Ou você está na outra ponta e pode ajudar alguém com suas habilidades?

Às vezes tem alguém precisando da sua habilidade, mas simplesmente não sabe da sua existência!

Não importa o quão doidas e diferentes forem suas ideias ou capacidades, sempre existe uma pessoa em algum lugar que pode agregar valor para você. E como funcionará?

Simples! Através do bom e velho networking presencial. Precisamos sair da zona de conforto de só conhecer as pessoas virtualmente e começar a realmente encontrá-las pessoalmente. Só assim que negócios são feitos e oportunidades surgem.

Portanto, nos próximos meses estarei indo a diversas cidades do Brasil e, junto a parceiros locais, estaremos organizando eventos de networking, onde daremos dicas para você aumentar suas redes de contatos de forma efetiva e obter mais resultados nos seus empreendimentos. E, claro, haverá um espaço para você conhecer dezenas de novas pessoas que possuem a mesma mentalidade que a sua.

Vale ressaltar que os eventos serão abertos não só para quem quer abrir negócios, mas especialmente para profissionais que querem alavancar suas carreiras e adquirir experiências únicas com outros profissionais bem qualificados.

Já estou programando eventos em SP, Campinas e RJ. Portanto, se você é de uma dessas cidades deixe nos comentários abaixo, que eu passarei mais informações em breve.

Se você é de outra cidade, diga também nos comentários de onde você é e que tipo de negócios e oportunidades você espera. Dessa forma consigo planejar algo no futuro.

E, claro, dúvidas, sugestões e críticas também são sempre bem-vindas para podermos cada vez calibrarmos melhor os eventos. Realmente acredito que com pequenas colaborações como essa, todos podemos nos desenvolver juntos! E você?

O Renascimento italiano dos séculos XV e XVI irrompeu como janela estufada por forte vento e a luz e forma invadiram a sala escura e fria do homem medieval. Qualquer obra deste período, arte ou literatura, é prova imortal do belo e perfeito enebriantes. Por entre Dante, Leonardo, Maquiavel, Rafael e Erasmo, um passo a frente e um ponto acima está Michelangelo, arquiteto e artista do sublime, pintor e pai da Capela Sistina, escultor e pai de Davi. Sua arte transcende a pedra a tal ponto que a lenda conta que terminando seu 'Moisés' e de pé diante da estátua, falou admirado 'Perchè non parli?' - 'Porque não falas?'

Poucas coisas a fazer no cotidiano, para nós que não somos Michelangelos, tem estatura desta arte que nos extasia. São reduzidas chances que temos de produzir arte sublime alguma vez na vida - com exceção dos filhos e, há quem diga, da vida conjugal. O mundo é chão suficiente para nos envolver com tarefas necessárias e terrenas: trabalhar, abrir empresas e empregos, pagar contas e salários e assim prosseguir caminhando em direção ao futuro. Tudo isto é importante, ninguém duvida, mas para muitos escapa que esta é a nossa versão moderna de uma arte, a arte de viver. “Lieben und arbeiten” ou "Amar e trabalhar", bem disse Freud que são as coisas que mais importam para o ser humano. Neste curto insight, o "Amar" fica aqui e vamos prosseguir só com o "Trabalhar".

À Michelangelo se atribui autoria desta frase:

"Lembra-te que insignificâncias causam a perfeição e a perfeição não é uma insignificância."

Podemos vê-lo trabalhando, perfeccionista, investindo esforço nos detalhes, nos menores e minúsculos, com férrea disciplina.

O "trabalhar", que alcançou estatuto de preencher os dias de todos nós, pode ser feito com parte do empenho possível, com um pedaço do compromisso possível, com uma fração da perfeição possível, com um resto da energia possível? Se assim é feito, com negligência branda e diluída que não compromete o resultado final, quem respeitará nosso trabalho e esforço? ...ilusão, pois ninguém fica de pé diante da estátua mal-feita, do trabalho mal-feito e ordinário e estes não duram até a próxima estação. Deve ser bem feito o trabalho que precisa ser feito.

Você poderá ser respeitado pelo esforço à busca do trabalho perfeito, mesmo que não o alcance, ao contrário da displicência e desatenção. Pode ser que não haja consagração, pode ser que não alcance perfeição - ainda assim, o esforço deixará marcas nos detalhes, nas atitudes, no conhecimento, nos gestos. E se não é isto que leva àquela sabedoria prática, esta sabedoria do fazer e do realizar, então, o que leva? Está enganado quem busca atalhos e caminhos e economias.

Há quem troque de trabalho e invés de padaria, abre loja de ferragens, invés do trabalho de balcão, prefere trabalho de escritório, invés de caneta e papel, prefere teclado. Mas fica de pé o compromisso de fazer o trabalho, qualquer trabalho, bem feito, fica de pé o compromisso com a perfeição das insignificâncias. E se Freud está certo - provavelmente está -, negligenciar o trabalho é viver pela metade. Aquele que é indiferente ao resultado do seu trabalho vive pela metade. Indigno.

A perfeição não é uma insignificância.

O que V acha que estará fazendo semana que vem? Mês que vem? Daqui um ano? Ó, não quero saber sobre 'metas de ano novo'. Tô perguntando sobre a VERDADE: o que V REALMENTE acha que estará fazendo?

Expectativa não é a mesma coisa que desejo. Qualquer tigrão pode desejar coisas incríveis e se convencer que, magicamente, o universo vai conspirar a favor e o desejo acontecerá (blargh!).

Se desejar é tudo, ó...

Por outro lado, se V realmente espera fazer alguma coisa ou estar em algum lugar e se essa expectativa contaminar tudo - tudo! - o que V faz, pensamentos, atitudes, esforços, energias, ó...

Vai se dar conta que logo estará fazendo o que for preciso e pelo tempo que for necessário (só não esquece que alguns cisnes são negros, tá?) para trabalhar sua expectativa e transformá-la em REALIDADE.

Somente verdadeiras expectativas podem influenciar cada instante de vida e é assim - somente assim! - que coisas acontecem. Pode trabalhar duro por horas e todos os dias e se apenas achar isso cansativo, ó... é o que vai acontecer.

Trabalhe as mesmas 10 horas com a firme expectativa de REALIZAR e logo vai encontrar todo o tipo de oportunidades e possibilidades que antes não teria visto.

Expectativas, maninh@, verdadeiras expectativas!

Passei boa parte da vida estudando e tive dezenas de professores: alguns bostinhas, muitos medianos e poucos... wow!

Acho que V também lembra de, pelo menos, um put@ professor na escola ou na facul: vai lembrar que ele desafiou V em grau muito maior que os outros - tipo assim, barra alta, sabe? Na época, o desafio extra parecia injusto e cruel (o Prof. Celso era animal... )

Mas... agora que passou, V percebe que não era cruel: era verdadeira expressão de confiança em sua capacidade de crescer e se fortalecer.

A vida fora da escola também tem seus poucos e grandes professores. Os melhores parecem injustos. Esses professores são: os fracassos, as tristezas e confusões, a solidão... todos beeeeem cruéis e, no entanto:
- de onde vem alguns dos nossos maiores aprendizados?
- como se forma ou se revela nosso verdadeiro caráter? e nossa força de viver?

Um 'fssor fodão - tipo assim, barra alta, sabe? - está trabalhando para ensinar e mostrar e exigir o melhor em V.
Embora seja quase impossível gostar disso na hora que acontece, V vai viver o dia para agradecer a 'barra alta' (Prof. Celso, obrigado, viu?)

Então ó, vale a pena ser um bom aluno: é a oportunidade de crescer e se fortalecer que está em jogo.

Viu, é verdade que mundo moderno está repleto de caos e desafios, surpresas boas e ruins, dores e alegrias.

Também é verdade que, muitas vezes, não vemos a dificuldade da vida devido ao fato que aquela luta física pela sobrevivência, como era a vida dos nossos antepassados, não existe mais - V não vê mais alguém fugindo de um tigre pra não virar a comida do bicho...

Quando olhamos para o mundo ao nosso redor, percebemos que a vida moderna nos proporcionou conveniências e muito conforto. Supermercados, shoppings, restaurantes, farmácias: de um certo modo, ficou muito mais fácil sobreviver. Estas conveniências modernas, embora divertidas, podem nos levar a viver em um estado de conforto e relaxamento.

E quando isso acontece, desistimos da ideia de que há batalhas a serem travadas e que todo o sucesso - vitórias pessoais que fazem sentido - tem um preço que poucos estão dispostos a pagar.

#centrifugueme