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A tapeçaria persa é consagrada como arte. Feitos para durar centenas de anos, os tapetes de Kashan, Qom e Isfahan alcançam cifras milionárias. O que faz estes tapetes alcançarem o estatuto de joias caras é, principalmente, sua técnica de feitio: qualidade dos fios, tingimento das cores e quantidade de nós. Apurada com a prática disciplinada, a destreza do tecelão produz peças que decoram e valorizam ambientes.

Na outra ponta da escala, você encontra tapetes baratos feitos com técnicas semelhantes: também existem nós, fios tingidos e a destreza manual. Mas não alcançam o valor ou a consagração dos tapetes persas nem são feitos para durar.

Há bastante que criar e fazer no mundo de empresas: tipos de negócios que sequer imaginamos hoje ou transformações nos que já existem. Pensar até onde vai a fronteira moderna das empresas é exercício especulativo. Mas entre a fronteira moderna e a antiga arte da tapeçaria persa existe um fio condutor: o conhecimento e a prática que produzem resultados de valor.

Nos tapetes persas não existem pontas soltas - todos fios estão atados e dispostos num desenho equilibrado. Cada fio está em seu lugar e não existem espaços vazios. O tecelão, disciplinado, aprende como apurar sua técnica e dedica esforço para desenvolvê-la até alcançar o resultado desejado.

Nas empresas que alcançam o estatuto de empreendimentos de valor - não refiro ao tamanho, mas aos resultados - não existem pontas soltas. Cada processo está atado numa trama coerente de tarefas a serem feitas - espaços vazios são desperdícios e devem ser corrigidos. Leva anos para o empreendedor desenvolver suas competências: você, que tem um negócio, sabe do que falo. Não é da noite para o dia que se aprende o que se deve sobre gestão financeira, de estoques e de pessoas. Acertos e erros são cometidos até alcançar o estado de arte necessário na gestão e produzir resultados de valor.

E existem empresas que são como tapetes baratos: pontas soltas e espaços vazios, gestão rudimentar e ineficaz. São negócios que não duram, as vezes apenas o suficiente para dar certo conforto à família. Não são tapetes persas. Ali, sentado em um tapete barato, você encontra um tecelão amador, que não aprendeu como amarrar os fios do seu negócio e usa empirismo bruto para gerenciar a empresa.

Não precisa ser assim: este tecelão - empresário, empreendedor - não está condenado a permanecer sentado num tapete barato. Não é difícil aprender o conhecimento e a prática que produzem resultados de valor. Comece com vídeo-aulas no Youtube (ex.: https://goo.gl/4TCsQX ), leia livros práticos (ex.: O Verdadeiro Poder, de Vicente Falconi) passe pelo EMPRETEC, programa de capacitação do SEBRAE e termine com cursos de gestão de rápida duração em escolas de negócios. Exige-se apenas vontade e certa dose de esforço para aprender o conhecimento da boa tapeçaria.

Você nunca vai ver um tapete de Kashan sendo usado para limpar solas sujas. Sua empresa, independente do tamanho ou tipo de negócio, deve alcançar igual estatuto: uma joia cara, jamais um tapete barato.

'Em um momento que estamos testemunhando uma rápida mudança da indústria tradicional para empresas baseadas no conhecimento - e como resultado, uma transformação no trabalho dos administradores e na prática da administração - o "Primeiro os Colaboradores, depois os clientes" desenvolve questões importantes. Existe um valor inerente em cada colaborador - em seu conhecimento, sua criatividade, seu comprometimento com o trabalho e sua capacidade de cooperar?'

Nesta Centrífuga Clube do Livro, conversamos sobre "Primeiro os Colaboradores, depois os clientes", um livro que responde estas e outras perguntas:

A Centrífuga Clube do Livro - Primeiro os Colaboradores, depois os clientes' também está em formato podcast:

Imagine trabalhar em um lugar longe da família e amigos. A cidade mais próxima está a centenas de km de distância, só tem água ao seu redor e, para completar, tudo pode explodir e ir para os ares.

Parece doido mas é a realidade do Rodrigo Leite, engenheiro da Schlumberger, que trabalha embarcado em uma plataforma de petróleo. Todo mês ele passa vários dias em um ambiente apertado, quente e perigoso para sustentar a família.

Mas não se engane achando que o Rodrigo detesta isso. Pelo contrário, é fascinado pelo que faz. E mais, se não fosse o trabalho dele e de outros tantos profissionais, dificilmente teríamos produtos como gasolina e plástico e outros derivados do petróleo.

O que leva alguém a gostar de trabalhar nessas condições?

Para o psicólogo Frederick Herzberg, um dos pensadores da Administração moderna, não é só o dinheiro que nos motiva a trabalhar. Existem mais fatores essenciais como a busca por desafios e a realização de estar contribuindo para o desenvolvimento da sociedade.

Curioso para saber como é a rotina do Rodrigo e o que o levou a trabalhar em plataformas?

Confira o Centrífuga Convida dessa semana.

A 'Centrífuga Convida - Rodrigo Leite', também está em formato podcast:

O que V acha que estará fazendo semana que vem? Mês que vem? Daqui um ano? Ó, não quero saber sobre 'metas de ano novo'. Tô perguntando sobre a VERDADE: o que V REALMENTE acha que estará fazendo?

Expectativa não é a mesma coisa que desejo. Qualquer tigrão pode desejar coisas incríveis e se convencer que, magicamente, o universo vai conspirar a favor e o desejo acontecerá (blargh!).

Se desejar é tudo, ó...

Por outro lado, se V realmente espera fazer alguma coisa ou estar em algum lugar e se essa expectativa contaminar tudo - tudo! - o que V faz, pensamentos, atitudes, esforços, energias, ó...

Vai se dar conta que logo estará fazendo o que for preciso e pelo tempo que for necessário (só não esquece que alguns cisnes são negros, tá?) para trabalhar sua expectativa e transformá-la em REALIDADE.

Somente verdadeiras expectativas podem influenciar cada instante de vida e é assim - somente assim! - que coisas acontecem. Pode trabalhar duro por horas e todos os dias e se apenas achar isso cansativo, ó... é o que vai acontecer.

Trabalhe as mesmas 10 horas com a firme expectativa de REALIZAR e logo vai encontrar todo o tipo de oportunidades e possibilidades que antes não teria visto.

Expectativas, maninh@, verdadeiras expectativas!

Uma centrífuga especial porque recebemos um convidado de peso: Alexandre Freire, CEO da Strategy Negócios e Investimentos e Diretor Executivo da CASP Financial & Investments.

Como líder em grandes projetos - inclusive internacionais -, Alexandre aceitou o convite para o primeiro episódio do Centrífuga Convida. Falamos de temas como Treinamento, Liderança, Cultura Corporativa e outros. Confere aí!

A Centrífuga Convida: Alexandre Freire também está no formato podcast: