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Existe uma pessoa a quem V deve agradecer por ter um smartphone hoje: Steve Jobs. Não fosse ele e provavelmente o uso dos aparelhos teria sido atrasado em anos.

Jobs era genial no design de novos produtos. E também tinha o talento de conectar-se aos early adopters que, no fim do dia, são os que difundem os produtos da empresa. Jobs foi uma das pessoas que chamamos de iconoclastas.

Nenhuma organização pode sobreviver sem eles. São inovadores que, sozinhos, reorientam a sabedoria convencional e conseguem alcançar o que muitos consideram impossível. Iconoclastas de sucesso conseguem polinizar o ambiente ao seu redor, contagiando os futuros multiplicadores de suas ideias.

Embora indispensáveis, os iconoclastas são poucos e raros de se detectar. A explicação é que o cérebro humano impede o pensamento inovador através de fatores como medo do fracasso, desejo de se conformar e tendência de interpretar a informação sensorial de maneira familiar.

No livro "Iconoclasta", o neurocientista Gregory Berns analisa relatos de inovadores bem sucedidos e mostra o que existe além do batido segredo do sucesso.

Debatemos o livro na Centrífuga Clube do Livro. A conversa está cheia de insights!

A 'Centrífuga Clube do Livro - O Iconoclasta' também está no formato podcast:

Você acredita que para ser bom vendedor você tem que vender até geladeira pra esquimó? Se respondeu sim para (e tem orgulho disso) eu direi que seus dias estão contados - ao menos profissionalmente falando. Explico:

Essa expressão de vender geladeira pra esquimó retrata uma situação em que alguém está comprando alguma coisa de que não precisa – e alguém que está vendendo essa coisa.

Mas por que alguém compra alguma coisa de que não precisa? Vejo duas razões principais: o comprador não sabe o que está comprando, o vendedor não sabe o que está vendendo ou ele sabe e está vendendo errado mesmo assim.

Os dois primeiros casos são bem parecidos, porque se um não sabe o que compra e o outro não sabe o que vende, a culpa é do vendedor, que além de não fazer seu dever de casa para conhecer o produto, não fez uma sondagem adequada para entender a necessidade do cliente.

Mas por que a culpa é do vendedor, se o cliente também parece perdido na situação? Simplesmente porque essa é a função do vendedor. É para isso que ele está ali. Se ele não consegue cumprir essa tarefa, então ele está sobrando.

No vídeo a seguir, você vai ver um ótimo exemplo de como uma empresa conseguiu entender corretamente a necessidade de um mercado (nada menos do que a Índia, com mais de um bilhão de consumidores) e criar um produto que foi sucesso instantâneo:

Já a outra situação – levar alguém a comprar algo de que não precisa – também é uma prática que tende a acabar. Durante muito tempo, esse tipo de vendedor foi visto como esperto, como malandro, como aquele que resolvia toda e qualquer situação.

Mas com a melhoria da legislação que protege o cliente e com as redes sociais multiplicando o alcance de avaliações negativas, a prática tende a diminuir, dando lugar a relações mais saudáveis entre compradores e vendedores – especialmente no âmbito corporativo.

Afinal de contas, o que pode trazer um resultado hoje, provavelmente vai comprometer os resultados de amanhã. E como eu costumo dizer, o bom vendedor é o que fecha a próxima venda.

Depois de revolucionar os transportes nas maiores metrópoles do mundo, o Uber vive um momento delicado em sua breve história.

Ao mexer em mercados tratados como monopólios estatais durante muito tempo, a empresa de caronas compartilhadas - uma maneira criativa de descrever um táxi clandestino - enfrenta escândalos de assédio, longas (e caras!) batalhas jurídicas e uma conta que insiste em fechar no vermelho.

Será que o apoio quase irrestrito da opinião pública vai fazer a diferença? Ou essa máquina de moer dinheiro vai ter o mesmo destino de outro ex-queridinho dos consumidores, o GroupOn?

A 'Centrífuga Debate - O Uber tem que acabar?' também está no formato podcast: