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E se V descobrisse que existe alguém que repetidamente impede que V tenha sucesso? E se V descobrisse que existe alguém que sabota seus planos e esforços, que está sempre a postos com motivos para desencorajá-lo, sempre falando com V para desistir? Como V se sentiria sobre esse feiticeiro?

Ó, de V eu não sei mas eu teria vontade de esganar o fiadaput@!

Mas... vamos combinar: é difícil apertar o próprio pescoço, né não?

Não entendeu?

Quando se trata de perseguir o próprio sucesso e realização, somos nossos piores inimigos.

"Eu jamais poderei fazer isso!" - quem nunca...?

Essa pequena voz lazarenta dentro de nós fala com desdém dos nossos objetivos e vem com dezenas de razões pelas quais não podemos alcançá-los:

"Sou fraco demais pra isso"
"Não tenho talento"
"Nunca tive sorte"
"Não tenho esta inteligência toda"

Pequenos feitiços.

E os pequenos feitiços que V atira em si próprio precisam da sua ajuda para funcionar. A boa notícia é que V não precisa ajudar.

Realmente V quer ser o "feiticeiro das fraquezas"? Claro que não!

O que V poderia realizar se sua pequena voz interior apoiasse 100% as coisas que V quer fazer? Muita coisa legal...

Seus feitiços são impotentes sem sua ajuda: pode largá-los no chão enquanto V trabalha para alcançar as estrelas.

p.s.: eu, Daniel Scott CamargoFrima Steinberg e Rodolfo Araújo debatemos este insight no "Centrífuga Clube do Livro - Mindset: a nova psicologia do sucesso". Assista no nosso canal do Youtube /centrifugueme

Milhões, incluindo V & eu, vão para o trabalho hoje e depois voltarão pra casa sem acidentes e em segurança. Hoje, milhões de pessoas vão se conhecer e se apaixonar e esse amor trará felicidade. Também hoje, milhões de pessoas vão oferecer tempo e dinheiro para outros que precisam. Hoje também serão feitas novas descobertas, novas casas serão construídas, amizades serão renovadas e crianças serão cuidadas.

Mas... e o desespero e a dor e os conflitos do mundo???

Estas coisas também vão acontecer hoje ao lado de todas as coisas boas e em proporções que são impossíveis de medir com precisão.

A questão é que banalizamos certo tipo de 'coisas boas' a tal ponto que quando V ouve sobre alguém que fez algo excepcionalmente bom para outros (hoje vidas serão salvas por heróis anônimos), parece que neste dia de hoje aconteceu apenas uma coisa boa no mundo.

O apenas 'bom' é uma parte da vida que sequer faz notícia. Mas está aí, acontecendo.

Então, assim ó: Ao lado de todas as coisas ruins, lembre que também muitas coisas boas vão acontecer hoje - não se transforme num Cândido abestalhado ou numa Pollyanna babaca, longe disso. Mas veja que, de um certo modo, se chegamos até aqui - eu & V e todos os outros - é porque simples coisas boas também acontecem no mundo.

O que V acha que estará fazendo semana que vem? Mês que vem? Daqui um ano? Ó, não quero saber sobre 'metas de ano novo'. Tô perguntando sobre a VERDADE: o que V REALMENTE acha que estará fazendo?

Expectativa não é a mesma coisa que desejo. Qualquer tigrão pode desejar coisas incríveis e se convencer que, magicamente, o universo vai conspirar a favor e o desejo acontecerá (blargh!).

Se desejar é tudo, ó...

Por outro lado, se V realmente espera fazer alguma coisa ou estar em algum lugar e se essa expectativa contaminar tudo - tudo! - o que V faz, pensamentos, atitudes, esforços, energias, ó...

Vai se dar conta que logo estará fazendo o que for preciso e pelo tempo que for necessário (só não esquece que alguns cisnes são negros, tá?) para trabalhar sua expectativa e transformá-la em REALIDADE.

Somente verdadeiras expectativas podem influenciar cada instante de vida e é assim - somente assim! - que coisas acontecem. Pode trabalhar duro por horas e todos os dias e se apenas achar isso cansativo, ó... é o que vai acontecer.

Trabalhe as mesmas 10 horas com a firme expectativa de REALIZAR e logo vai encontrar todo o tipo de oportunidades e possibilidades que antes não teria visto.

Expectativas, maninh@, verdadeiras expectativas!

Imagina que você foi fazer uma entrevista de emprego numa grande empresa e, ao passar pela recepção, vê uma pessoa em um terno impecável, varrendo o chão com aquele belíssimo esfregão amarelo e um balde com desinfetante.

Curioso, você pergunta ao entrevistador quem é aquela pessoa.

– É o nosso CEO, responde. Ele acredita que liderar é pôr a mão na massa.

Se você continua achando que trabalhar nesta empresa é uma boa ideia, é bom você repensar quais são os valores ilustrados pela cena.

Primeiro, não cabe ao líder fazer o que os outros fazem. Não é para isto que ele ocupa o cargo. A empresa precisa de alguém que aponte o caminho, que tome decisões e que, de certa forma, inspire seus liderados. Apontar o caminho e tomar decisões é que deve servir como inspiração. Mas enquanto o presidente está varrendo o chão, caminhos estão sendo negligenciados e decisões adiadas.

Segundo, a sensação de justiça retratada nada mais é do que um revanchismo contra alguém que ocupa uma posição superior à sua. Ele não está valorizando o seu trabalho fazendo-o do seu lado. Há formas melhores de fazer isto, sem apelar para demagogia rasteira. Este tipo de atitude só fica bem em um pôster motivacional.

Desses bem bobinhos que motivam funcionários idem.

A Centrífuga 'O líder servidor' também está no formato podcast: