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E se V descobrisse que existe alguém que repetidamente impede que V tenha sucesso? E se V descobrisse que existe alguém que sabota seus planos e esforços, que está sempre a postos com motivos para desencorajá-lo, sempre falando com V para desistir? Como V se sentiria sobre esse feiticeiro?

Ó, de V eu não sei mas eu teria vontade de esganar o fiadaput@!

Mas... vamos combinar: é difícil apertar o próprio pescoço, né não?

Não entendeu?

Quando se trata de perseguir o próprio sucesso e realização, somos nossos piores inimigos.

"Eu jamais poderei fazer isso!" - quem nunca...?

Essa pequena voz lazarenta dentro de nós fala com desdém dos nossos objetivos e vem com dezenas de razões pelas quais não podemos alcançá-los:

"Sou fraco demais pra isso"
"Não tenho talento"
"Nunca tive sorte"
"Não tenho esta inteligência toda"

Pequenos feitiços.

E os pequenos feitiços que V atira em si próprio precisam da sua ajuda para funcionar. A boa notícia é que V não precisa ajudar.

Realmente V quer ser o "feiticeiro das fraquezas"? Claro que não!

O que V poderia realizar se sua pequena voz interior apoiasse 100% as coisas que V quer fazer? Muita coisa legal...

Seus feitiços são impotentes sem sua ajuda: pode largá-los no chão enquanto V trabalha para alcançar as estrelas.

p.s.: eu, Daniel Scott CamargoFrima Steinberg e Rodolfo Araújo debatemos este insight no "Centrífuga Clube do Livro - Mindset: a nova psicologia do sucesso". Assista no nosso canal do Youtube /centrifugueme

"O mindset fixo limita as realizações. Enche a mente das pessoas com pensamentos perturbadores, torna desagradável o esforço e leva a estratégias de aprendizado inferiores. Mais do que isso, transforma as outras pessoas em juízes, em vez de aliados. Quer estejamos falando de Darwin quer de universitários, as realizações importantes exigem grande concentração, esforço total e um baú cheio de estratégias. E também aliados para o aprendizado. Isso é o que o mindset de crescimento nos dá, e por isso permite que nossas capacidades se desenvolvam e frutifiquem."

Nesta Centrífuga Clube do Livro Daniel Scott, Frima Steinberg, Rodolfo Araujo e Roni Chittoni conversam sobre a obra da Carol Dweck - #Mindset - e o que aprenderam sobre mentalidades e desenvolvimentos, aprendizados e sucessos e, no final, indicam quem deve ler este livro - assiste e depois dá um feedback pra nós!

A ‘Centrífuga Clube do Livro – Mindset’ também está no formato podcast:

Imagine que você está numa sala participando de um projeto sobre ferramentas de avaliação de personalidade. Acabou de preencher um questionário, avaliando até que ponto concorda com frases do tipo: “você tem necessidade que as pessoas gostem de você e admirem-no” e “você tende a ser muito crítico consigo mesmo”.

Neste momento, recebe o resultado da avaliação que traça o seu perfil psicológico e fica particularmente satisfeito em ler coisas do tipo:

“Tem inteligência e atenção acima da média. Fica deprimido às vezes, mas não a ponto de ser considerado mau humorado, porque normalmente é alegre e otimista. É dotado de boa disposição, embora já tenha precisado lutar para controlar seus impulsos e temperamento. É ambicioso e merece crédito por buscar sempre o melhor para você e aqueles mais próximos”.

A tarefa seguinte é avaliar o quão fiel é a tal análise e, numa escala de 0 (pouco fiel) a 5 (retrato fiel), dá 4 para não parecer previsível demais. Iria para casa muito satisfeito da vida consigo mesmo, se o pesquisador não tivesse revelado que todos os participantes do estudo receberam exatamente a mesma descrição de perfil e, ainda pior, que a média das avaliações ficou em 4,26.

Isto significa que 80% das pessoas da sala são rigorosamente idênticas. Inclusive você. Claro, isso enquanto você acreditar neste tipo de avaliação.

A situação descrita acima de fato ocorreu – não com você, espero – há quase 70 anos (precisamente em 1948), num estudo realizado por Bertram Forer, para verificar a validade de instrumentos de autoavaliação psicológica. Desde então, utiliza-se o termo efeito Forer, ou falácia da validação pessoal, para descrever situações nas quais a pessoa se identifica profundamente com descrições absolutamente genéricas, pelo simples fato de achar que elas são personalizadas – embora não sejam, realmente.

Forer acrescenta que “(…) virtualmente qualquer traço psicológico pode ser observado em qualquer ser humano, em algum grau. (…) Não é na presença ou ausência destes traços que as pessoas diferem”. E continua: “Avaliações de personalidade podem ser – e frequentemente são – baseadas em termos tão gerais que não têm validade para a descrição do comportamento”.

Outra característica comum a estas balelas é que frequentemente elas têm conotação positiva. Mesmo que haja alguma crítica, ela logo é amenizada por algo mais benigno, reforçando a ideia de que você é lindo e maravilhoso. Assim, fica mais difícil discordar de uma descrição pessoal recheada de elogios.

Isto inclui os livros de autoajuda, que você sempre acha que foram escritos sob medida para você, mas que diz coisas tão genéricas que poderiam ser aplicadas, também, ao seu cachorro (evitei falar em gatos porque aí é uma personalidade bem mais complexa).

A esta categoria acrescente, também, os Horóscopos – a menos que você acredite ter 583 milhões de pessoas no mundo vivendo as mesmas coisas que você.

Por isso, quando receber uma dessas avaliações, preste atenção se as descrições não são muito vagas, ou ambíguas demais. Quando alguém diz que você "pode ter uma surpresa até o final da semana," está implícito, também, que você pode não ter a surpresa.

E, pior: o conceito de surpresa não está definido. Então, se você espera que algo aconteça, mas nada acontecer, isso não seria uma surpresa? Ou seja, a pessoa não disse absolutamente nada.

E o nome disso é autoajuda.