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Culpa de quem?

O moleque era  peralta demais, sua folha corrida já mostrava 2 expulsões da sala de aulas do prof. Pedro.

O pai foi chamado na escola e saiu da reunião com a incumbência de  passar o menino no médico e pegar uma receita de calmante, pois a inquietude e bagunça passavam dos limites.

Já em casa, o menino sempre se referia às gritarias e castigos aplicados por Pedro.

O pai comprou o medicamento e solicitou ao prof. se poderia dar ao menino perto do horário das aulas.

Tudo acertado entre eles, diariamente o prof. pedia ao menino para trazer da sala dos professores 2 cafezinhos, um para cada um deles e que pegasse um comprimidinho no armário.

E com o passar dos dias houve uma melhora absurda. Não se ouvia mais falar em castigos e nem em gritarias.

Em casa, o pai perguntou  - Filho, como as sua notas estão ótimas! O que está acontecendo?

E o garoto disse - Não sei pai. Mas todos os dias o prof. Pedro me pede que traga 2 cafezinhos, um para mim e outro para ele e um remedinho do armário dele.

Eu coloco cafe nas xícaras e jogo o comprimidinho na xícara dele. E quando entrego, ele bebe tudinho.

Sabe pai? Ele parou de gritar como um doido.

Pergunto:  Você andou culpando alguém ultimamente? ( pergunta boba)

Muitas vezes culpamos o outro, mas é conveniente  que eu repare se não estou causando aquilo  do que reclamo na outra pessoa

Pergunto: Quem deve pagar a conta do remédio?

Foi o pai  que desembolsou, mas será que era mesmo a criança  que precisava do remedio?

“Se algo pode dar errado, dará” diz a Lei de Murphy. A frase, normalmente dita depois de um revés, esconde duas lições que teimamos em não aprender:

“Se algo não pode dar errado, não dará”. Embora óbvia, a frase lembra que para algo dar errado, suas causas precisam estar a postos, na hora certa. Se não estiverem, nada dará errado.

E por qual destas causas – que resultaram no problema – você é diretamente responsável? Qual delas aconteceu por culpa ou negligência sua?

“Se algo pode dar errado, é mais provável que não dê”. Quando você chega no trabalho, não fica se repetindo que o carro ligou, o pneu não furou e você não bateu o carro. Tudo isto não acontece todo dia – embora pudesse ter acontecido.

A maioria das coisas tem uma explicação. Sua torrada, por exemplo, sempre cai com a manteiga para baixo por uma razão simples: Física. Quando ela começa a cair, vai girando e, pelo fato de as mesas não serem muito altas, não dá tempo de dar um giro completo em torno do seu eixo. No máximo, dá meio giro. Logo, aterrissa com a manteiga para baixo. Mas quem deixou a torrada cair foi você, não o Murphy.

Tudo o que acontece na sua vida é culpa sua, de terceiros, ou do acaso. Não há uma quarta opção. Murphy é só um bode expiatório.

Tema polêmico ou necessário para a sua carreira? Você decide! Mas antes venha debater conosco: você é realmente insubstituível? Confira a nossa primeira Centrifuga no vídeo abaixo e não se esqueça de deixar sua opinião!

A Centrífuga 'Você é insubstituível?' também está no formato podcast: